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SEC IMPÕE MULTA DE US$ 10 MILHÕES À ICE POR FALHAS NA GESTÃO DE VIOLAÇÃO CIBERNÉTICA

Em uma ação marcante, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) aplicou uma multa de US$ 10 milhões à Intercontinental Exchange (ICE) nesta quarta-feira. A penalidade resulta de deficiências na gestão de uma violação de segurança cibernética que ocorreu em abril de 2021, afetando várias subsidiárias, incluindo a icônica Bolsa de Nova York (NYSE).

A SEC revelou que a ICE e suas nove subsidiárias não reportaram adequadamente uma significativa invasão cibernética, que comprometeu a segurança dos seus sistemas através de uma VPN vulnerável. Terceiros alertaram a ICE sobre a vulnerabilidade que permitiu acesso não autorizado à rede corporativa.

Embora a ICE estivesse ciente do acesso indevido, houve uma demora de vários dias para notificar o departamento de compliance de suas subsidiárias. Esse atraso crítico impediu uma avaliação imediata e correta da intrusão, além de retardar o contato necessário com a SEC, conforme exigido pelos regulamentos.

A SEC destacou que a falha da ICE em comunicar rapidamente a violação resultou na incapacidade das subsidiárias de avaliar e reportar adequadamente a invasão. Em resposta a essas violações regulatórias, a SEC impôs a multa, com a ICE reconhecendo sua participação nos erros cometidos.

As subsidiárias afetadas incluem a Archipelago Trading Services, NYSE American, NYSE Arca, ICE Clear Credit, ICE Clear Europe, NYSE Chicago, NYSE National, e a Securities Industry Automation Corporation.

Esta penalidade representa um impacto financeiro significativo para a ICE e suas subsidiárias e coloca em questão a confiabilidade das suas medidas de segurança cibernética e da rapidez na resposta a incidentes futuros. Este caso sublinha a necessidade de infraestruturas de segurança robustas e de uma política de compliance que possa agir rapidamente para proteger informações e ativos corporativos.

A ação da SEC contra a ICE reforça a importância da transparência e da agilidade na gestão de crises cibernéticas. As empresas, especialmente as que operam em setores sensíveis como o financeiro, devem manter um alto nível de vigilância e atualizar constantemente suas práticas de segurança para combater as ameaças cibernéticas em rápida evolução.

O cenário financeiro global, cada vez mais interconectado, exige que as empresas invistam continuamente em segurança cibernética e em sistemas de detecção e resposta ágeis. A proteção contra invasores e a conformidade regulatória são essenciais para salvaguardar os interesses corporativos e dos clientes globalmente.

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INVESTIGAÇÃO POLICIAL DESCOBRE CENTRO TECNOLÓGICO DE ESTELIONATOS EM SC

Uma luxuosa cobertura em Balneário Camboriú, Santa Catarina, foi desmascarada pela polícia como um centro de operações para fraudes digitais. O principal suspeito, um adolescente de 16 anos, é investigado por desviar dinheiro por meio de falsas campanhas de arrecadação virtual, supostamente destinadas a vítimas de tragédias, como a recente no Rio Grande do Sul. De acordo com o delegado responsável, o imóvel era equipado com tecnologia avançada para a prática de crimes cibernéticos.

Além do adolescente, outras duas pessoas, um adulto e um menor de idade, residiam no apartamento, que tinha um aluguel mensal de R$ 30 mil. Embora não sejam alvos diretos da investigação, a polícia está apurando se esses indivíduos também estariam envolvidos nos golpes. “Estamos verificando se os outros moradores também participavam dessas atividades ilícitas,” informou o delegado.

O local foi escolhido estrategicamente pelos residentes para atrair novos clientes, conforme detalhou o investigador. Na última sexta-feira, a polícia do Rio Grande do Sul executou um mandado de busca e apreensão na residência, onde foram encontrados diversos equipamentos tecnológicos sofisticados usados para operacionalizar as fraudes.

A investigação revelou que os golpes não se limitavam à tragédia no estado vizinho. O grupo criava esquemas para qualquer evento de grande repercussão, explorando a comoção pública para obter ganhos financeiros. Entre as práticas fraudulentas, estavam a criação de sites falsos que ofereciam produtos a preços muito abaixo do mercado, mas que nunca eram entregues aos consumidores.

O adolescente, natural do interior de Santa Catarina, gerenciava os golpes através de sites que simulavam páginas oficiais do governo estadual, redirecionando os usuários para falsos sites de arrecadação. Essas páginas eram promovidas nas redes sociais para maximizar o alcance das fraudes. Após identificar a fraude, a força-tarefa policial atuou para desativar todas as páginas na web e bloquear as contas bancárias associadas ao suspeito e suas empresas.

O jovem, que se apresentava nas redes sociais como um bem-sucedido empreendedor digital, alegava ter alcançado seu primeiro milhão aos 15 anos. Na operação, foram emitidas ordens judiciais para bloquear até R$ 1 milhão em cada conta vinculada ao suspeito e suas empresas, ressaltando a magnitude das atividades criminosas.

Esta operação destaca a sofisticação dos golpes virtuais e a necessidade de vigilância constante por parte das autoridades para proteger o público das fraudes digitais.

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O CRESCIMENTO DO COMÉRCIO ELETRÔNICO E OS RISCOS CIBERNÉTICOS NO BRASIL

Em 2023, o comércio eletrônico no Brasil alcançou um faturamento de R$ 185 bilhões, representando um aumento significativo de 106% em relação a 2019, antes da pandemia do coronavírus. A participação das vendas online no varejo total subiu de 6,04% para 9,22%. Esse crescimento exponencial, no entanto, também atraiu a atenção de criminosos, principalmente no âmbito dos anúncios de produtos e serviços.

A conveniência das compras online, amplamente adotada pelos brasileiros, apresenta não apenas benefícios, mas também expõe os consumidores a diversos riscos de fraudes. Criminosos se disfarçam de empresas ou usuários legítimos, utilizando e-mails, redes sociais, sites e até lojas em marketplaces renomados. Em seus anúncios, podem criar negócios fictícios ou imitar setores de grandes empresas para se aproveitar de sua popularidade.

Principais Técnicas de Fraude

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), uma das principais táticas de fraude é o phishing – envio de mensagens ou e-mails falsos para roubar dados dos usuários. Ao clicar em links fraudulentos, as vítimas fornecem seus dados aos criminosos, que os utilizam indevidamente. Outra estratégia comum é a clonagem de sites de eventos ou shows, que são patrocinados para aparecerem nos primeiros resultados de buscas, confundindo os consumidores.

Embora muitos sites falsos imitem com precisão o design e as funcionalidades dos sites oficiais, há sinais reveladores de fraudes, como erros de digitação nos links e funcionalidades defeituosas. É essencial que os consumidores naveguem pelo site antes de realizar qualquer compra para verificar sua legitimidade.

Produtos e Serviços Alvo de Golpes

Os produtos mais visados pelos golpistas são eletrônicos, devido ao seu alto valor e ampla atratividade. Golpes envolvendo renegociações de dívidas também são comuns, especialmente utilizando falsas ofertas de programas governamentais com descontos atraentes.

Dicas para Evitar Fraudes

  1. Verificação de Autenticidade: Desconfie de anúncios em perfis com poucos seguidores e sem selo de autenticação. Perfis falsos geralmente têm pouca interação orgânica.
  2. Atenção a Links Suspeitos: Sites oficiais de órgãos públicos geralmente têm domínios terminados em “gov.br”. Desconfie de domínios “.com” ou “.org” se estiverem se passando por entidades governamentais.
  3. Cuidado com Pagamentos Fora da Plataforma: Evite realizar pagamentos fora do ambiente do marketplace. Os criminosos frequentemente solicitam pagamentos via Pix ou boleto, mais suscetíveis a fraudes.
  4. Análises Críticas de Anúncios: Preços muito abaixo do mercado e a pressão para compras imediatas são sinais de alerta. Verifique avaliações e comentários antes de finalizar a compra.
  5. Navegação Segura: Prefira digitar diretamente o endereço do site na barra do navegador em vez de clicar em links recebidos por e-mails ou mensagens. A expansão do comércio eletrônico no Brasil trouxe tanto oportunidades quanto desafios.

A conscientização e a vigilância são essenciais para que os consumidores possam aproveitar os benefícios das compras online sem cair em armadilhas. Manter-se informado sobre as práticas comuns de fraude e seguir as recomendações de segurança pode reduzir significativamente o risco de ser vítima de golpes digitais.

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VULNERABILIDADE DIGITAL NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

Mais de 90% das empresas brasileiras falham na realização de backups adequados de seus dados, segundo uma pesquisa da Veeam, uma renomada empresa americana de tecnologia da informação. O estudo revelou que 95% dessas empresas enfrentam uma lacuna significativa entre a quantidade de dados que podem perder após uma interrupção inesperada e a frequência com que realizam backups.

O backup é amplamente reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para enfrentar o ransomware, um tipo de ataque cibernético que sequestra dados e exige resgate para liberá-los. No entanto, muitas empresas ainda negligenciam essa prática essencial.

A pesquisa, que entrevistou 175 empresas no Brasil como parte de um estudo global abrangendo 3.000 empresas em 28 países, trouxe à tona dados alarmantes. Em média, 17% dos dados de todas as organizações permanecem totalmente desprotegidos. Além disso, 87% das empresas entrevistadas não conseguiram recuperar pelo menos parte dos dados perdidos.

Esses números destacam a urgente necessidade de as empresas brasileiras adotarem práticas robustas de backup para protegerem seus ativos digitais. Sem essa proteção, elas permanecem vulneráveis a perdas catastróficas de dados, que podem comprometer não apenas suas operações, mas também sua reputação e sustentabilidade no mercado.

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FRAUDE DIGITAL COM PLUGIN PROMOCIONAL RESULTA EM PERDA DE US$ 1 MILHÃO PARA TRADER DE CRIPTOMOEDAS

Um recente incidente envolvendo o roubo de cookies por um plugin promocional do Google Chrome, chamado Aggr, resultou na perda de US$ 1 milhão para um trader chinês. O plugin malicioso permitiu que hackers contornassem medidas de segurança como a verificação de senha e a autenticação de dois fatores (2FA), acessando a conta da Binance da vítima.

O trader, identificado como CryptoNakamao, compartilhou sua experiência no X, detalhando como suas economias de uma vida inteira foram comprometidas em 24 de maio. Ao verificar o preço do Bitcoin no aplicativo da Binance, ele notou uma série de negociações aleatórias em sua conta. Infelizmente, ao buscar suporte da Binance, descobriu que os hackers já haviam retirado todos os fundos.

A investigação revelou que os hackers roubaram dados de cookies através do plugin Aggr, instalado pelo trader para acessar dados importantes. Este software malicioso foi projetado para sequestrar sessões de usuários ativos, permitindo que os hackers realizassem negociações alavancadas sem a necessidade de senha ou autenticação adicional. Usando os cookies coletados, os hackers manipularam negociações para aumentar os preços de pares de baixa liquidez e lucrar com a diferença.

Embora os hackers não pudessem retirar os fundos diretamente devido à 2FA, eles conseguiram realizar negociações cruzadas. Compraram tokens no par de negociação Tether (USDT), com liquidez abundante, e colocaram ordens de venda limitadas acima do preço de mercado em pares de baixa liquidez, como Bitcoin e USD Coin (USDC). Em seguida, abriram posições alavancadas e compraram grandes quantidades em excesso, completando a fraude.

CryptoNakamao criticou a Binance por não implementar medidas de segurança essenciais e não interromper a atividade de negociação anormal, apesar das queixas tempestivas. Ele descobriu que a Binance já estava ciente do plugin fraudulento e conduzindo uma investigação interna, mas não tomou ações preventivas ou alertou os usuários.

A falta de resposta e ação por parte da Binance resultou em transações anormais prolongadas em vários pares de moedas, permitindo que os hackers manipulassem contas por mais de uma hora. Mesmo sabendo do endereço do hacker, a exchange falhou em congelar os fundos a tempo. O Cointelegraph tentou entrar em contato com a Binance para comentar sobre o incidente, mas não recebeu resposta até o momento da publicação.

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CRIMINOSO SE PASSA POR CUCA NO WHATSAPP E PEDE DINHEIRO A TREINADORES

Nos últimos dias, o renomado técnico de futebol Cuca foi vítima de um golpe de clonagem do WhatsApp, com criminosos se passando por ele para solicitar dinheiro a pessoas próximas. O impostor chegou a contatar treinadores de destaque no futebol brasileiro, como Dorival Júnior, Vagner Mancini e Vojvoda, reforçando a gravidade do incidente. Informado sobre o ocorrido, Cuca imediatamente alertou amigos e familiares e registrou um boletim de ocorrência em Curitiba.

Esse tipo de golpe de clonagem do WhatsApp é cada vez mais comum e usa a foto da vítima associada a um número diferente. No caso de Cuca, a foto utilizada era da neta, Eloah. O golpista envia mensagens aos contatos da vítima, alegando ter trocado de número e solicitando que o novo número seja adicionado à agenda. A partir desse momento, o criminoso começa a pedir dinheiro, alegando dificuldades como problemas para acessar o aplicativo bancário ou a necessidade urgente de pagar uma conta prestes a vencer.

Como especialista em segurança digital, é fundamental destacar a importância de estar sempre vigilante e desconfiar de pedidos inesperados de transferência de dinheiro, mesmo que pareçam vir de conhecidos. Verificar a identidade do solicitante por outros meios, como uma ligação telefônica, pode prevenir muitas fraudes. Além disso, utilizar a verificação em duas etapas no WhatsApp e educar amigos e familiares sobre esses golpes são medidas essenciais para garantir a segurança digital e evitar prejuízos financeiros.

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“Invasão Digital: Facebook da Prefeitura no Espírito Santo Exibe Conteúdo Sexual Após Ser Hackeado”

A Prefeitura de Castelo, localizada no sul do Espírito Santo, sofreu um ataque cibernético em seu perfil oficial do Facebook. A partir do dia 6 de maio, conteúdos de natureza sexual começaram a ser divulgados indevidamente pelos hackers.

Até a presente data, 25 de maio, as publicações inapropriadas continuam sendo feitas. Em resposta ao incidente, dois dias após o início das postagens indevidas, a administração municipal emitiu um comunicado por meio do Instagram. No aviso, informaram que o perfil havia sido comprometido e solicitaram desculpas pelo ocorrido.

Além disso, a Prefeitura de Castelo apelou à população para que ajudasse a combater a violação reportando a conta hackeada.

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PROTEJA SUAS REDES SOCIAIS

Proteger sua conta do Facebook de ataques cibernéticos é crucial para manter sua segurança digital. Aqui estão algumas dicas práticas para ajudar a evitar que sua conta seja hackeada:

  1. Use uma senha forte e única: Evite senhas simples ou que já tenham sido usadas em outras contas. Combine letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos para criar uma senha complexa.
  2. Ative a autenticação de dois fatores (A2F): Essa é uma das medidas de segurança mais eficazes. Mesmo que alguém consiga sua senha, ainda precisará de um código de acesso enviado ao seu telefone para entrar na conta.
  3. Mantenha seu e-mail seguro: Garanta que o e-mail associado à sua conta do Facebook também esteja protegido, pois é um ponto de entrada para redefinir sua senha.
  4. Revise as configurações de segurança e login: Regularmente, verifique as configurações de segurança do Facebook para qualquer atividade suspeita e assegure-se de que apenas dispositivos e sessões reconhecidos estão conectados à sua conta.
  5. Evite clicar em links suspeitos: Hackers frequentemente usam links que parecem legítimos para roubar suas informações. Verifique sempre a URL antes de clicar e não insira seus dados em sites que não pareçam confiáveis.
  6. Atualize seu software regularmente: Mantenha seu sistema operacional e aplicativos, incluindo o aplicativo do Facebook, atualizados para proteger-se contra vulnerabilidades de segurança.
  7. Use um gerenciador de senhas: Para ajudar a gerenciar e proteger suas senhas, considere o uso de um gerenciador de senhas confiável.
  8. Eduque-se sobre phishing: Esteja ciente de técnicas de phishing que podem tentar enganá-lo para que você revele informações pessoais ou de login. Desconfie de mensagens ou e-mails que solicitam informações confidenciais.
  9. Limite as informações compartilhadas online: Quanto menos informações pessoais você compartilhar, menor será o risco de ser alvo de hackers.

Implementando essas medidas, você aumentará significativamente a segurança da sua conta no Facebook e reduzirá o risco de invasões indesejadas.

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BIOMETRIA E A REVOLUÇÃO DA SEGURANÇA DE DADOS

Imagine um futuro onde esquecer senhas e perder crachás se torne obsoleto. Em vez de enfrentar o tedioso processo de preencher formulários, um novo funcionário poderia simplesmente fornecer algumas informações biométricas. O rosto seria escaneado, o modo de caminhar analisado, uma frase gravada, e pronto: o próprio corpo se tornaria a chave para acessar todas as áreas da empresa.

Este é o cenário que especialistas em biometria preveem. De acordo com uma recente reportagem do The Wall Street Journal, a integração dessas tecnologias promete transformar a experiência de segurança e acesso nas empresas. Um diretor de tecnologia de uma empresa de segurança descreve uma experiência perfeitamente integrada: ao chegar ao estacionamento, sua localização seria detectada pelo sistema do celular. Entrando pela porta principal, o reconhecimento facial abriria a porta e desbloquearia seu computador automaticamente.

Além de eliminar a inconveniência das senhas esquecidas, essa tecnologia poderia fortalecer significativamente a proteção contra ataques cibernéticos. No entanto, isso levanta importantes questões sobre a privacidade e o uso de dados biométricos pelos empregadores.

Hoje, já vemos scanners de palma em consultórios médicos e o desbloqueio de smartphones por impressão digital. O reconhecimento facial é comum em aeroportos e estádios. Mas, com o avanço contínuo da inteligência artificial e da tecnologia de sensores, podemos esperar uma integração ainda mais sofisticada de dados biométricos nos próximos anos.

Mesmo com os benefícios evidentes, como maior proteção contra invasões, há preocupações legítimas sobre a privacidade e a segurança dos dados. A chave para equilibrar esses benefícios e riscos está na combinação de criptografia robusta e regulamentações governamentais rigorosas sobre a coleta, uso e armazenamento de informações biométricas.

Embora substituir senhas por biometria possa parecer algo futurista, a indústria de tecnologia está cada vez mais focada nesse objetivo. Grandes empresas de tecnologia estão na vanguarda dessa mudança, promovendo métodos de autenticação baseados em biometria em vez de senhas tradicionais. Contudo, como especialistas em segurança digital alertam, mesmo a melhor tecnologia pode falhar. E quando se trata de dados biométricos, os riscos de vazamento ou roubo são particularmente preocupantes, já que não podemos simplesmente substituir nossas características físicas.

Assim, enquanto avançamos em direção a um futuro onde a biometria possa proporcionar segurança e conveniência sem precedentes, é importante continuar discutindo e desenvolvendo medidas para proteger nossa privacidade e segurança de dados.

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VOCÊ SABE O QUE É MALWARE? DESCUBRA OS RISCOS E TIPOS COMUNS

Malware, abreviação de “malicious software” (software malicioso), refere-se a qualquer programa ou conjunto de dados criado com o objetivo de se infiltrar em sistemas de computadores e realizar atividades ilegais. Essas atividades incluem roubo de informações, desvio de dinheiro, e cópia de certificados de segurança. Este artigo explora o conceito de malware, os riscos associados e os principais tipos existentes.

O Que é Malware?

Malware é um termo abrangente para definir qualquer software desenvolvido com a finalidade de invadir sistemas e executar ações ilícitas. Dependendo da estratégia de invasão ou da finalidade específica, o nome do malware pode variar. Por exemplo, o spyware é um tipo de malware projetado para espionar usuários, acessando webcams e microfones para registrar informações e enviá-las ao criminoso cibernético, que pode usar esses dados para chantagem.

A presença de malware em dispositivos tecnológicos é extremamente prejudicial, pois viola a privacidade das pessoas, rouba informações pessoais, desvia dinheiro de contas bancárias e corretoras de valores, copia códigos de crachás e certificados de segurança, entre outros danos. Alguns malwares são capazes de infectar múltiplos dispositivos, enquanto outros são direcionados a tipos específicos de tecnologia, como celulares, tablets, computadores e até televisores.

Tipos de Malware

Existem diversos tipos de malware, cada um com características e objetivos específicos. A seguir, apresento uma lista dos tipos mais comuns:

  1. Spyware: Software malicioso instalado para espionar usuários. Pode acessar câmeras, microfones e coletar informações sensíveis.
  2. Keylogger: Malware que registra as teclas digitadas pelo usuário, permitindo a coleta de informações como números de cartões de crédito, senhas e outras chaves de segurança.
  3. Cavalo de Troia: Apresenta-se como um software seguro, mas serve como porta de entrada para outros malwares que buscam roubar informações ou danificar sistemas.
  4. Ransomware: Criptografa os arquivos da vítima, impedindo o acesso aos mesmos. O criminoso exige um resgate para liberar os arquivos.
  5. Phishing: Técnica utilizada por hackers para “pescar” dados sensíveis dos usuários. Normalmente, envolve o envio de e-mails com links ou arquivos corrompidos. Quando o usuário clica ou baixa o conteúdo, os dados podem ser roubados por meio de acesso remoto.

Apesar do impacto negativo dos malwares, algumas aplicações desses softwares podem ser vistas de forma positiva em contextos específicos. Por exemplo, certas divisões secretas de tecnologia em alguns países utilizam hackers para encontrar, rastrear e comprovar atividades ilegais, como as de agressores sexuais, entre outros tipos de criminosos.

A compreensão dos diversos tipos de malware é crucial para a prevenção e mitigação de ataques cibernéticos. É essencial adotar medidas de segurança robustas e estar atento aos sinais de possíveis infecções para proteger informações pessoais e corporativas.

É essencial enfatizar a importância de uma abordagem proativa na educação sobre cibersegurança, bem como a implementação de tecnologias avançadas para detectar e neutralizar ameaças antes que causem danos significativos.

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RELATÓRIO DO GOOGLE REVELA CAMPANHA DE ESPIONAGEM CONTRA USUÁRIOS DE IPHONE

Recentemente, hackers exploraram três vulnerabilidades não divulgadas do sistema iOS da Apple, atingindo iPhones com um sofisticado spyware desenvolvido por uma startup europeia. O Google, por meio de seu Grupo de Análise de Ameaças, revelou em um relatório várias campanhas que utilizaram ferramentas criadas por vendedores de spyware e exploits. Uma dessas campanhas destacou-se pela exploração de três vulnerabilidades “zero-day” no iPhone, falhas desconhecidas pela Apple no momento da invasão.

As ferramentas de hacking em questão foram desenvolvidas pela Variston, uma startup de segurança cibernética sediada em Barcelona, que já havia sido detectada pelo Google em outras duas ocasiões. A descoberta dessas vulnerabilidades ocorreu em março de 2023, quando os ataques foram direcionados a iPhones na Indonésia. Os hackers enviavam SMS contendo um link malicioso que, ao ser clicado, infectava o dispositivo com spyware e redirecionava a vítima para uma página de notícias local.

Ainda não está claro para quem a Variston vendeu esse spyware. No entanto, o Google apontou que a empresa colabora com várias organizações para desenvolver e distribuir esse tipo de software, incluindo a Protected AE, uma companhia de segurança cibernética e forense com sede nos Emirados Árabes Unidos. A Protected AE oferece um pacote completo de spyware que pode ser vendido a corretores locais ou diretamente a clientes governamentais.

O relatório do Google revela que fabricantes de spyware europeus estão expandindo seu alcance global. Foram identificados cerca de 40 fabricantes de spyware, que comercializam explorações e software de vigilância para governos ao redor do mundo. Entre as empresas citadas no relatório estão as italianas Cy4Gate, RCS Lab e Negg.

O Google enfatiza seu compromisso em combater campanhas conduzidas com essas ferramentas. Embora o número de usuários afetados por spyware seja relativamente pequeno, os impactos são vastos, representando uma ameaça à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. Até o momento, nem a Apple nem o cliente governamental da Variston foram identificados publicamente.

Esta situação destaca a sofisticação e alcance dos ataques cibernéticos, bem como a importância da vigilância contínua e da colaboração entre empresas de tecnologia e segurança para mitigar essas ameaças.