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GOOGLE AMPLIA FERRAMENTAS DE CHECAGEM DE FATOS PARA USUÁRIOS GLOBAIS

A Google acaba de dar um passo significativo em seu compromisso contínuo com a verificação de fatos e a transparência online, expandindo o alcance e a capacidade do Fact Check Explorer na Busca do Google. Esta ferramenta, saindo do estágio beta, agora será acessível em mais de 40 línguas, marcando uma era nova na busca por informações confiáveis na internet.

Complementando esta inovação, a Google introduz os recursos “Sobre esta imagem” e “Sobre esta página”. Estes mecanismos são projetados para fornecer aos usuários uma compreensão profunda e imediata sobre os conteúdos pesquisados. Eles permitem uma investigação rápida sobre a origem, a data, o histórico e a forma como uma imagem é apresentada em diversos sites. A análise inclui metadados, verifica se a imagem foi gerada por inteligência artificial e avalia a confiabilidade da sua fonte. Curiosamente, uma das primeiras peças de informação oferecida é a antiguidade da imagem, informando aos usuários há quanto tempo uma versão daquela imagem existe.

Essa transparência se estende também à análise de sites. Antes de um usuário selecionar um resultado de pesquisa, ele pode descobrir se o site é considerado confiável, se existe algum viés associado a ele e quem são os proprietários. Este julgamento é fundamentado pela descrição do site na Wikipédia e outras menções relevantes encontradas online, que são usadas para alimentar o resultado “Sobre a fonte”.

O Fact Check Explorer, parte central desse sistema atualizado, agora abrange tanto imagens quanto artigos. Ele compila dados de fontes confiáveis e entidades de verificação de fatos de todo o mundo. Usuários inserindo o URL de uma imagem podem prontamente verificar se ela já foi analisada anteriormente.

Estas ferramentas, agora disponíveis globalmente através da Busca do Google, marcam um avanço significativo na missão da empresa de oferecer uma plataforma de pesquisa mais segura, confiável e transparente. A Google está contribuindo para o combate à desinformação, fornecendo aos usuários as ferramentas necessárias para avaliar a confiabilidade das informações online.

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FAKE NEWS: ESTRATÉGIAS LEGAIS E SOCIAIS PARA UMA ERA DIGITAL INFORMADA

A era digital trouxe consigo uma avalanche de informações, acessíveis com um simples clique. No entanto, essa facilidade de acesso também pavimentou o caminho para a propagação de notícias falsas, ou “fake news”, um fenômeno que ameaça a integridade da informação e, por extensão, o tecido social, político e econômico de nossa sociedade.

Entender o que constitui uma notícia falsa é o primeiro passo para combatê-la. Diferentemente da desinformação, que pode ser inadvertida, as fake news são criações maliciosas destinadas a enganar, prejudicar reputações, ganhar vantagem financeira ou política, ou distorcer a opinião pública. Essa distinção é vital para abordar o problema de maneira eficaz.

O impacto das fake news não é trivial. Elas têm o poder de influenciar eleições, diminuir a confiança nas instituições, incitar ódio e violência, e até mesmo afetar a saúde pública, como observado nos boatos sobre vacinas durante a pandemia de Covid-19. A necessidade de uma ação legislativa tornou-se evidente, com vários países, incluindo o Brasil, propondo leis para mitigar esse fenômeno.

No coração do combate às fake news está o direito, servindo como um instrumento para proteger a sociedade. No Brasil, por exemplo, o Projeto de Lei 2.630/2020 representa um esforço para regular a disseminação de informações falsas, introduzindo responsabilidades para as plataformas digitais e promovendo a verificação de fatos e a educação digital. No entanto, é necessário reconhecer que soluções legais não devem se restringir ao âmbito penal, mas também incorporar a responsabilidade civil para tratar os danos causados pela desinformação.

Para efetivamente combater as fake news, é essencial ir além das medidas legais, promovendo a educação digital e a consciência crítica entre a população. Agências de checagem de fatos e iniciativas educacionais, como as do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), são fundamentais nesse processo. A responsabilidade individual na verificação e compartilhamento de informações também não pode ser subestimada.

Contudo, o combate às fake news enfrenta desafios significativos, incluindo a proteção da liberdade de expressão e a prevenção da censura por plataformas digitais. Além disso, a proteção da privacidade dos usuários e a garantia de que as medidas contra as fake news não sejam usadas para fins políticos ou ideológicos permanecem preocupações prementes.

As fake news representam um desafio complexo que exige uma resposta multifacetada, envolvendo legislação, educação, responsabilidade individual e coletiva, e a promoção de um jornalismo de qualidade. Somente através de um esforço conjunto, abrangendo todos os setores da sociedade, poderemos esperar proteger nossa democracia e nossos direitos contra o perigo das notícias falsas.