COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ SENDO USADA EM GOLPES

O avanço da inteligência artificial (IA) tem trazido benefícios significativos na interação entre humanos e tecnologia, mas o emprego de inteligência artificial (IA) em práticas ilegais tem sido motivo de preocupação.

Um exemplo disso é a utilização de deepfakes, que são vídeos manipulados através da IA, em esquemas de fraude. Nesses golpes, os criminosos usam imagens e vozes sintetizadas para criar videochamadas falsas, com o objetivo de extorquir dinheiro de pessoas próximas às vítimas.

Recentemente, houve um aumento nos relatos de fraudes envolvendo IA, tanto com figuras públicas quanto com cidadãos comuns. Os golpistas geralmente criam situações de emergência falsas para persuadir as vítimas a enviar dinheiro rapidamente, usando tanto vídeos quanto apenas vozes sintetizadas.

As autoridades estão atentas a esses golpes e os classificam como sérias infrações, que podem incluir crimes como falsidade ideológica e estelionato. A natureza global desses crimes e a complexidade envolvida em sua investigação e punição apresentam desafios significativos.

No campo legal, especialistas em direito digital observam a existência de aplicativos que facilitam a venda de dados pessoais e o uso de IA para fins fraudulentos. Alguns casos de fraudes já foram resolvidos, com vítimas recebendo reembolso após a comprovação do uso de IA. Há esforços legislativos para introduzir leis mais rigorosas contra essas práticas.

Para prevenção, recomenda-se medidas como a adoção de códigos secretos para situações de emergência, autenticação de dois fatores em contas online e cuidado ao compartilhar informações pessoais na internet. Em casos de exposição indevida de dados, é importante procurar assistência especializada.

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